Artigos de divulgação

 

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Alunos constroem um carro solar

O novo carro solar já está em fase de desenvolvimento e montagem

Carro Solar da Ancorensis apresentado na EXPONOR

Ancorensis presente na Fase Final do Projecto Padre Himalaya

Ancorensis é a primeira equipa Europeia a participar no Australian International Model Solar Challenge

Alunos vencem na Austrália

Regata de barcos solares em dia de tempo cinzento

Sucesso na Primeira Regata Solar

1ª Regata Ancorensis de Barcos Solares

Ralis e Regatas Solares no programa ABCiência na RTP1

 

 

 

 

 

Alunos constroem um carro solar

(Revista Letras de Âncora 2005)

 

Escolhemos o nome “Águia da Luz” para o nosso carro e equipa, não só porque há uma maioria de Benfiquistas, mas também pelo significado das duas palavras: “Águia”, uma ave de rapina rápida inteligente e “Luz”, a fonte de energia principal do nosso planeta e que fornece energia ao nosso carro.

O carro tem um perfil baixo e extremamente aerodinâmico, o que lhe confere uma imagem agressiva e com um impacto visual muito forte. Visto por cima a parte frontal lembra um disco voador e a parte traseira um carro de sport protótipos. Como não poderia deixar de ser, o nosso carro solar será pintado de vermelho (uma cor quente e solar) e branco (resultado da mistura de todas as cores do espectro visível). A fotografia ao lado apresenta o modelo ainda antes da pintura e decoração final.

A carroçaria foi inicialmente moldada em wallmate, usado nos isolamentos térmicos e acústicos das casas. Depois foi revestida com camadas de papel de jornal e cola de madeira diluída, que após secagem, foram lixadas e pintadas. Algumas partes da carroçaria foram reforçadas com contraplacado ou poliestireno expansível, resultando numa carroçaria leve e extremamente resistente, que suporta o peso de todos os painéis fotovoltaicos, o chassis, o motor, a transmissão e as rodas traseiras.

O sistema de direcção foi feito utilizando-se partes de um carro de brinquedo da Burago e peças torneadas em aço. A guia de direcção foi feita com pequenos rolamentos de aço retirados dos brinquedos que vêm dentro dos ovos Kinder Surpresa. Foi utilizado um motor Plafit de carros de slot à escala 1/24, que está acoplado apenas a uma das rodas traseiras , ficando a outra roda solta. Desta forma evitam-se as diferenças de rotação das duas rodas nas curvas e um eixo muito grande e pesado.

A primeira actividade foi realizar uma ampla pesquisa na Internet sobre carros solares reais e à escala, e sobre materiais e equipamentos que poderiam vir a ser utilizados na construção no nosso carro. Procedeu-se então à elaboração do desenho e dos planos do carro.

A construção do carro decorreu em várias etapas, começando a elaboração do molde da carroçaria. Posteriormente foram instalados os painéis fotovoltaicos e toda a parte mecânica e ligações eléctricas interiores. Os painéis fotovoltaicos foram testados quanto à melhor opção das ligações (em série ou em paralelo), medindo-se a amperagem, voltagem e potência gerada com multímetros. Para terminar, simulou-se uma pista para testar a aceleração e a velocidade, o sistema de travagem, o sistema de direcção activa e o andamento em linha recta, nas curvas e em planos inclinados.

Professor Rui Costa

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O novo carro solar já está em fase de desenvolvimento e montagem

(Revista Letras de Âncora 2006)

 

Após dois brilhantes resultados em competições nacionais de carros solares realizadas nos últimos meses, o “Águia da Luz” já deixou descendência e a nova versão do carro solar da Ancorensis já está a ser planeada e montada com os alunos dos Currículos Alternativos do oitavo ano (Leandro e Kersey).

A experiência obtida na concepção e construção do nosso primeiro carro solar foi muito enriquecedora para os alunos e para os professores que integraram a equipa. Muito se aprendeu no ano lectivo passado, quase sempre através do método de tentativa e erro, e todo o conhecimento acumulado será muito útil na preparação e montagem do próximo carro. O processo de construção da carroçaria será basicamente o mesmo, utilizando-se várias camadas de papel de jornal coladas e pintadas, o que resulta numa casquinha de papel muito rígida e resistente. Desta vez optou-se também por um design mais próximo de um carro real de GT ou Sport Protótipos.

No entanto as grandes mudanças estarão na parte da estrutura interna do chassis e das células fotovoltaicas. Além de possuir maior área de exposição para os painéis solares e produzir maior voltagem e potência total, o carro será ainda mais leve e impulsionado por motores eléctricos de alta performance.

Desta vez, com mais tempo de preparação e montagem do carro, maior quantidade de testes antes da fase final em Lisboa e a certeza que o projecto melhorou muito em termos de qualidade de construção e desempenho na pista, será ainda mais fácil obter melhores resultados.

A primeira ideia que surge ao pensarmos numa corrida de carros é conseguir triunfar nas pistas. No entanto, o verdadeiro interesse deste projecto ultrapassa a simples derrota ou vitória dos carros construídos pelas escolas que em tão grande número aderiram a esta iniciativa da Sociedade Portuguesa de Energia Solar.

O verdadeiro desafio está em conseguir aproveitar a inesgotável fonte de luz do sol para o bem futuro do nosso planeta e da nossa própria existência. Enquanto isso não for possível, já que essa realidade ainda vai demorar, vamos aproveitando a luz do sol para iluminar os nossos sonhos de criança e ver o nosso carro a cortar a meta em primeiro lugar.

Professor Rui Costa

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Carro Solar da Ancorensis apresentado na EXPONOR

(Revista Letras de Âncora 2006)

 

No âmbito do evento “Educar, Garantir o Futuro” - Mostra de Projectos de Educação para o Desenvolvimento Sustentável, que se realizou nos pavilhões da EXPONOR nos dias 4 e 5 de Maio, o Instituto do Ambiente e a Sociedade Portuguesa de Energia Solar (SPES) convidaram a Ancorensis Cooperativa de Ensino, por forma a divulgar o contexto educativo de desenvolvimento do protótipo que participará na edição 2006 do Concurso Padre Himalaya. A apresentação foi feita pelo Engenheiro David Loureiro, coordenador nacional do Concurso Solar Padre Himalaya, e pelo Professor Rui Costa coordenador do projecto na Ancorensis, e foi dirigida essencialmente a docentes e técnicos municipais e empresariais, tendo suscitado bastante curiosidade entre os presentes.

O protótipo apresentado, que utiliza unicamente a energia solar captada por uma série de módulos fotovoltaicos e é movido por um motor eléctrico de alto rendimento, tem vindo a ser montado por diversos alunos, e já está a ser testado numa pista improvisada na Ancorensis. Os primeiros testes foram bastante animadores e o carro tem prestações bastante superiores ao carro montado no ano passado para o mesmo concurso disputado entre dezenas de escolas, numa fase final disputada no final de Junho no Parque das Nações em Lisboa.

Os professores da Ancorensis envolvidos neste projecto, Rui Costa e Marcelo Pereira, com a certeza de estarem a contribuir para um reforço na utilização racional dos recursos energéticos através de bons exemplos educativos, agradecem ao Engenheiro David Loureiro a oportunidade de divulgarem as actividades que têm sido desenvolvidas nesta escola.

 

Professor Rui Costa

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Ancorensis presente na Fase Final do Projecto Padre Himalaya

(Revista Letras de Âncora 2006)

 

Pelas previsões meteorológicas da semana anterior, tudo indicava que o fim de semana de 24 e 25 de Junho seria de muito Sol e céu limpo sem nuvens. Mas o nosso Astro Rei não confirmou a sua presença e acabou por  estragar a festa que estava preparada para as cerca de duas centenas de equipas vindas de todo o país, que participaram na competição final do Concurso Solar Padre Himalaya, no Pavilhão do Conhecimento - Ciência Viva. Foram cerca de 750 estudantes e professores de escolas do ensino básico e secundário que apresentaram ao grande Júri os carros movidos a energia solar, os fornos e colectores solares e outros projectos inovadores para uma casa solar. Tudo construído ao longo dos últimos meses, no âmbito de um concurso promovido pela Sociedade Portuguesa de Energia Solar (SPES) e pelo Instituto Nacional de Engenharia, Tecnologia e Inovação (INETI) com o apoio do Programa Ciência Viva. Este evento assinalou o SunDay´2006, uma iniciativa europeia de promoção das energias renováveis, e esta 3ª edição do Concurso Solar Padre Himalaya mostrou mais uma vez a grande adesão dos jovens e dos professores a projectos práticos que promovem uma aprendizagem viva das ciências e das tecnologias.

 

Pelo segundo ano consecutivo, a Ancorensis participou no escalão Apogeu classe B, com duas equipas de carros solares. Apesar de haver algumas semelhanças no processo de construção, os dois protótipos eram bastante diferentes, mas em ambos, além dos bons desempenhos em pista, o factor qualidade de construção e design final foram primordiais.

O primeiro protótipo chamado “Águia da Luz II”, comandado pela equipa dos alunos das Eco-Escolas, é uma evolução do carro que concorreu no ano passado, no qual foram aperfeiçoados alguns aspectos que estavam deficientes, de forma  a melhorar o rendimento e a estética geral do carro. Basicamente foram feitas algumas modificações na carroçaria para diminuir o peso e foi aumentado o número de módulos solares para melhorar a relação peso/potência.

O segundo protótipo denominado “Inferno da Luz”, comandado pela equipa da turma 8ºE, foi inspirado nos carros de sport protótipos, nomeadamente no AUDI R-10, vencedor das últimas edições das 24 horas de Le Mans. Além de ter um design bastante bonito e agressivo, a aerodinâmica e a leveza da carroçaria foram dois dos principais factores no desenvolvimento deste protótipo. Tem as dimensões apenas ligeiramente abaixo dos limites, para aproveitar ao máximo a área permitida, tendo chegado a atingir 7 metros por segundo de velocidade máxima (cerca de 25 km/h) nos testes realizados no campo de futebol da escola.

No entanto, apesar de todo o esforço e trabalho das equipas durante os últimos meses, esta corrida final foi um autêntico desânimo, pois com a ausência de Sol forte e o tempo totalmente encoberto, com alguma chuva à mistura, nenhum dos cerca de 40 carros solares conseguiu andar em condições e a prova acabou por ser cancelada. As equipas da Ancorensis ainda alteraram as ligações eléctricas entre os módulos fotovoltaicos, para tentar extrair alguma corrente eléctrica, mas os esforços foram inúteis, pois os dois carros foram projectos e construídos para correrem sob forte intensidade luminosa.

 

 

Câmara Municipal de Caminha e Casa do Benfica de Vila Praia de Âncora foram dois parceiros estratégicos importantes no apoio às equipas da Ancorensis

 

Mesmo sem ter havido corrida e os carros terem ficado nas “boxes”, a Ancorensis saiu vencedora, uma vez que conseguiu formar duas equipas, montar dois carros solares, e estar presente em Lisboa com o apoio da Câmara Municipal de Caminha, cujo vereador da Educação, o Professor Flamiano Martins, ficou sensibilizado pela importância desta actividade, e disponibilizou um autocarro para transportar alunos e professores, que foram ver e apoiar as equipas dos carros solares no evento de Domingo.

Para o pleno sucesso desta iniciativa foi fundamental também o apoio da Casa do Benfica de Vila Praia de Âncora, cuja Directoria contribuiu com uma preciosa verba para cobrir algumas das despesas para  construção dos carros e os custos de transporte das equipas que foram no sábado para realizar os testes na pista. A ambas as Instituições se agradece o interesse e o apoio disponibilizados, estando certo que o retorno desse apoio será para continuar no futuro em novas actividades e corridas a serem realizadas.

Um agradecimento também à Direcção da Ancorensis e a todos os funcionários que possibilitaram que as equipas fossem para Lisboa com a “mala cheia” de comidas e bebidas de boa qualidade e convenientemente confeccionadas, embaladas e empacotadas.

Nós aqui ficaremos à espera de outros eventos e novas corridas, que possam mostrar a verdadeira qualidade de todo o trabalho feito e o real valor das equipas de alunos que participaram na construção dos protótipos.

 

Professor Rui Costa

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Ancorensis é a primeira equipa Europeia a participar no

Australian International Model Solar Challenge

(Revista Letras de Âncora 2006)

 

A equipa constituída pelos alunos Pedro Borlido e Tatiana Barroso (10ºA) e pelo professor Rui Costa, representou Portugal, nos dias 1 e 2 de Dezembro de 2006, no Australian International Model Solar Challenge, evento que se realizou no campus da Universidade de New South Wales em Sydney. Este foi o culminar de dois anos de trabalho no projecto Padre Himalaya, e esta viagem só foi possível graças ao financiamento que foi recentemente aprovado pelo Programa Ciência Viva–Ciência Inovação 2010. Neste projecto foram aprovadas verbas que vão possibilitar o desenvolvimento mais acelerado de carros movidos a energia fotovoltaica e robôs controlados por computador.

O nosso protótipo “Inferno da Luz”, alcançou uma boa prestação na pista, e ficou classificado entre o nono e o décimo sexto lugar, entre trinta e duas equipas presentes, num sistema de eliminação directa dos perdedores. O nosso maior prazer foi ter ganho, por decisão unânime do júri, o prémio de melhor design e carro com a melhor apresentação. Nas palavras da própria organização, o nosso carro era uma autêntica obra de arte. A carroçaria, feita de wallmate utilizado no isolamento térmico das casas, foi pintada utilizando alguns esquemas feitos pela turma 8ºE durante as aulas de Educação Visual.

Na foto ao lado, momentos antes da vitória que iria permitir a passagem ao grupo dos 16 primeiros classificados. Das quatro corridas decisivas que realizou, o Inferno da Luz ganhou duas e perdeu duas, tendo sido derrotado apenas na fase de acesso aos oito primeiros lugares, pelo carro que se classificou em terceiro lugar na classificação geral. Uma prestação bastante positiva, não só porque foi a primeira vez, mas sobretudo porque o nosso carro teve de ser adaptado aos regulamentos australianos.

Um agradecimento a todos os alunos que participaram no desenvolvimento do projecto dos carros solares e na construção do Inferno da Luz, nomeadamente à turma 9ºE, que infelizmente não se pode fazer representar na equipa que foi a Sydney. Agradecimentos também ao professor Marcelo Pereira, como director de turma do 10ºA e como coordenador do Projecto Eco-Escolas, e a todos os professores da Ancorensis, que tiveram a sua influência no resultado final da equipa, nomeadamente dos Departamentos de Ciências Experimentais e de Línguas Estrangeiras, que possibilitaram aos alunos da equipa conhecimentos seguros sobre a vertente teórica da energia eléctrica e solar e a expressão fluente no Inglês.

Para a equipa foi uma viagem de dez dias inesquecível, não só pelo excelente resultado alcançado, mas também pelo enriquecimento cultural e pessoal que foi obtido. Esta foi uma experiência que pretendemos repetir, visto que já fomos convidados a voltar para o próximo ano, desta vez em Adelaide, onde se irá correr o próximo Challenge. Uma nova equipa terá de ser formada, um novo carro e uma pista de testes terão de ser construídos e teremos de contar novamente com a preciosa ajuda do Ciência Viva e da Sociedade Portuguesa de Energia Solar, sem os quais esta viagem seria impossível de realizar-se.

Boa disposição à saída de Lisboa para Londres, naquela que seria a estreia em viagens de avião para a Tatiana e o Pedro. E logo numa viagem que iria totalizar cerca de 28 horas dentro de aviões e aeroportos. A parte principal de Londres a Sydney com escala em Banguecoque na Tailândia, seria a bordo do enorme Boeing 747-400 da QANTAS, principal empresa aérea Australiana. Teríamos também a oportunidades de pôr os pés na Ásia e mergulhar no Oceano Pacífico.

Na Austrália a fauna é mesmo distinta do resto do mundo. Espécies como o coala e o canguru, que vimos ao vivo no Aquário e no Centro de Vida Selvagem em Sydney, são algumas das mais bizarras adaptações a situações ambientais extremas de quase ausência de água e vegetação. O coala consegue extrair nutrientes de uma árvore com seiva tóxica para todos os outros mamíferos, e o canguru, a correr, gasta menos energia do que qualquer outro animal do seu tamanho, utilizando a energia elástica dos tendões das pernas e reduzindo os gastos com a energia muscular.

 

Visita indispensável a Sydney é a Ópera em frente à Harbour Bridge, e toda a área dos portos do centro da cidade, onde se mistura o moderno com o menos novo de forma harmoniosa. A cidade é um grande caldeirão cultural, com os descendentes dos aborígenes, a população colonizadora de origem britânica e mais recentemente com o estabelecimento de muitos imigrantes chineses, indianos, tailandeses e de muitos outros países asiáticos e da América Latina.

No museu Marítimo pudemos visitar vários barcos antigos, e um submarino desactivado na década de noventa. Pelo periscópio era possível fotografar a torre de Sydney, que tem uma vista fantástica de 360º sobre a toda a cidade.

As áreas residenciais são constituídas de casas e blocos de apartamentos, com ruas calmas e muito arborizadas, e onde se ouvem garças, corvos, papagaios, araras e catatuas a cantar nas árvores e nos parques.

A Universidade onde se realizou a competição, ficava apenas a dez minutos a pé da nossa estalagem, e era um passeio muito agradável de se fazer. O campus da Universidade era também muito bonito, com muitos parques e relvados para descontrair, brincar e apanhar sol.

A noite era quase sempre dedicada a trabalhar no carro e no poster e a preparar a entrevista. Foi numa dessas noites que o Pedro se lembrou de fazer torradas, que acabaram por queimar, fazendo accionar o alarme de incêndio dentro do quarto e acordar os hóspedes todos.

 Ao lado uma vista geral do pátio da Faculdade de Engenharia da Universidade de New South Wales. Na torre pode ver-se um relógio de sol, e em baixo a excelente pista de corridas construída recentemente. Um autêntico pequeno autódromo, com uma a organização impecável e tudo a correr conforme o planeado.

 

À esquerda, ainda durante a fase de inspecção do carro, para verificação se estava tudo de acordo com os complexos e exigentes regulamentos australianos. Aqui podem ver-se as duas latas que têm de ser montadas no chassis, e uma delas teria que carregar cerca de 800 gramas de chumbo! Já durante a fase da entrevista, a equipa portou-se muito bem e conquistou bastantes pontos e a admiração do júri, não só pelo conhecimento sobre todos os aspectos que envolvem a construção de um carro solar, mas também pela grande facilidade de expressão em inglês.

Fomos pioneiros sim, e com muito orgulho ! A Ancorensis foi a primeira equipa de uma escola europeia, a participar no Australian International Model Solar Challenge, e podemos dizer que fomos excelentes embaixadores das cores nacionais. Em outros anos anteriores houve participação de equipas da Argentina, Brasil, Japão, Taiwan, e Nova Zelândia, mas as melhores equipas continuam a ser as Australianas.

No primeiro dia de testes e corridas de treino havia bastante sol e céu aberto. Mas no dia da corrida a sério, apesar do sol ter aparecido, o tempo estava muito nublado e ventoso, e a luminosidade variava entre 98% e 2%, fazendo com que as corridas fossem uma grande lotaria, pois havia carros melhor afinados para sol forte e outros para sol fraco. E a nossa melhor vitória foi durante uma fase que o sol atingiu 4% de intensidade. E ganhámos por apenas um palmo de diferença!

Ao contrário das regras portuguesas, onde não podem ser utilizadas ajudas electrónicas, todos os australianos utilizam maximizadores de potência, que são extremamente eficientes no controlo da tensão e da intensidade de corrente que o motor necessita nos vários momentos da corrida. Funcionam como caixas de mudanças, mas em vez de ser a nível mecânico é a nível electrónico. O nosso protótipo teve de ser equipado com uma dessas unidades, e quem nos ajudou a regulá-la foi a equipa vencedora de prova, que teve toda a paciência para nos ensinar a realizar esse processo simples, mas essencial. Só assim é possível ganhar corridas, atingir uma velocidade real de 25 km/hora e fazer uma volta completa de 100 metros em menos de 17 segundos. O mais impressionante é a forma como os carros conseguem fazer as duas curvas sem se virarem ou saírem pela tangente, tal é a velocidade e a capacidade de se agarrarem à pista. Pensem no seguinte: Francis Obikwelu faz 100 metros em apenas sete segundos a menos, sem ter de fazer duas curvas, subir um viaduto e passar por baixo de um túnel com muito pouca luz. É obra !!

Estas actividades experimentais na Austrália começam muito cedo e esta competição também está aberta aos escalões mais jovens do ensino básico, onde há gente a partir dos 8 anos de idade, que já constrói os seus protótipos e compete ao mais alto nível. São estes pequenos detalhes que fazem toda a diferença. Desde muito cedo estes miúdos são estimulados a trabalhar em grupo, a dividirem tarefas, a desenvolverem ideias e a terem de mostrar resultados em termos competitivos. E quando estes jovens atingem o ensino secundário, já têm uma experiência tão grande, com tantas corridas realizadas por ano, que dominam todas as variáveis possíveis, todos os ajustes eléctricos e electrónicos e toda a mecânica, física e matemática que está envolvida num projecto de construção destes pequenos protótipos. Este é que é um verdadeiro plano tecnológico a funcionar.

 

directamente do ninho da Águia, saudações solares para todos!

Professor Rui Costa

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Alunos vencem na Austrália

(Jornal de Notícias 9-Dezembro-2006)

 

 

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Regata de barcos solares em dia de tempo cinzento

(Jornal de Notícias 30-Maio-2007)

 

 

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Sucesso na Primeira Regata Solar

(Revista Letras de Âncora 2007)

 

Numa organização pioneira entre o Visionarium e a Ancorensis Cooperativa de Ensino, decorreu no dia 29 de Maio no lago dos jardins do Centro de Ciências do Europarque em Santa Maria da Feira, a 1º Regata de Barcos Solares realizada em Portugal. A iniciativa teve como objectivos sensibilizar os jovens para o uso das energias alternativas, e despertar o gosto pela investigação e pela tecnologia. Ao todo, participaram 30 equipas de escolas de todo o país, do Alentejo ao Minho, e do 1º ciclo até ao ensino secundário e profissional.

Apesar do mau tempo, das nuvens cinzentas e até da chuva, que cobriram o desejado sol, e chegaram a ameaçar o sucesso deste evento, as equipas não desistiram, ajustando hélices, painéis solares e ligações eléctricas, até conseguirem o melhor rendimento dos seus barcos. Alguns inspirados em barcos modernos, como os catamarãs e trimarãs, e outros em barcos mais antigos, como as caravelas dos descobrimentos ou os barcos típicos do rio Mississipi. O júri teve que avaliar uma grande diversidade de soluções, desde projectos mais simples e frágeis dos escalões do ensino básico, até projectos realizados inteiramente em AutoCad3D.

 

A Ancorensis inscreveu 13 equipas, tendo sido esta uma séria aposta dos professores coordenadores Rui Costa e Ana Débora Costa, que conseguiram motivar e orientar quase quarenta alunos.

Esta maratona teve como resultado a atribuição dos quatro primeiros lugares no troféu de Design e Construção às equipas Margujo(1º), Golfinho(2º), Aeon Flux(3º) e Crazy Boat(4º), todas da Ancorensis. No Troféu de Performance em Corrida, a vitória coube à equipa da escola EB 2,3 de Aljustrel, o 2º lugar para o Colégio Frei Gil de Aveiro e o 3º e 4º lugares para as equipas Aeon Flux e Luxus da Ancorensis. Nos escalões do 1º ciclo e do ensino secundário, as vitórias na corrida e no design foram atribuídas respectivamente ao Externato São João Bosco de Viana do Castelo, e à Escola Profissional de Felgueiras.

Nesta fase de implantação das Regatas Solares, o objectivo principal foi conseguir captar a atenção das escolas e motivar os alunos para esta nova modalidade de brinquedos solares. É através destas brincadeiras, que os alunos conseguem explorar na prática as potencialidades da energia solar, desenvolver a eficiência dos seus projectos e criarem uma dinâmica de trabalho em grupo.

Na verdade os resultados finais desta regata não foram o mais importante, sobretudo porque o tempo não ajudou e as corridas foram uma autêntica lotaria. O mais importante foi todo o trabalho desenvolvido pelos alunos, com o apoio dos seus professores e das suas escolas, e esta foi, sem dúvida, uma experiência que deu muito certo e que será repetida  brevemente.

 

Professor Rui Costa

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1ª Regata Ancorensis de Barcos Solares

(Revista Letras de Âncora 2008)

 

Barcos na água. Segurem as bandeiras. Liguem os motores. Prontos?.... Largada! E em menos de 30 segundos os melhores barcos cruzavam o comprimento total da piscina de 25 metros até à linha de chegada. Foi assim durante toda a manhã e início da tarde do dia 24 de Novembro na piscina do Parque de Campismo da Sereia da Gelfa, palco da 1ª Regata Ancorensis de Barcos Solares, organizada em comemoração à Semana Nacional da Ciência e Tecnologia, coordenada a nível nacional pelo Programa Ciência Viva.

Estiveram presentes cerca de 50 alunos, 10 professores e 15 equipas de várias escolas das regiões Centro e Norte, dando uma demonstração das potencialidades da energia fotovoltaica e da criatividade, empenho e trabalho inovador realizado nas escolas. Apesar de já estarmos quase no Inverno, o Sol apareceu e o dia esteve bastante agradável, apesar da ameaça de algum vento cruzado de Norte. A orientação do Sol para Sul em relação à piscina, e a baixa altura da nossa estrela em relação ao horizonte, obrigaram as equipas a alterar a inclinação e direcção dos painéis fotovoltaicos, de forma a captarem a maior intensidade solar possível. As equipas que não fizeram isso a tempo, pagaram caro e a prestação dos seus barcos ficou bastante comprometida.

Os bons resultados das seis equipas inscritas pela Ancorensis, revelam que os alunos estão a conseguir aprender e a desenvolver competências, durante as sessões de trabalho realizadas nas últimas semanas com as professoras Ana Débora Costa e Irene Neves do Departamento de Ciências Experimentais.

Foi também com prazer que se verificou a presença de alguns encarregados de educação, que começam a reconhecer a grande importância de se envolverem, acompanharem e ajudarem na orientação dos protótipos dos seus filhos. Este factor é fundamental para que este projecto tenha resultados de expressão a longo prazo, e que a construção e desenvolvimento dos barcos não dependa exclusivamente da disponibilidade e coincidência de horários de trabalho dos alunos com os professores orientadores.

A Direcção da Ancorensis esteve presente na entrega das taças às três melhores equipas dos três escalões etários presentes, que tiveram direito a estourar as garrafas de espumante no pódio.

 

Os resultados finais foram os seguintes:

Benjamins (1º e 2º ciclos)

Speed Ray

EB 2,3 Abelheira

Golfinho

Ext. São João Bosco

Flor do Sol

Ext. Maria Auxiliadora

 

 Juniores (3º ciclo)

Furious Tornado

Ancorensis Coop. Ens.

Crazy Boat

Ancorensis Coop. Ens.

JB

Ancorensis Coop. Ens.

The Shark

Ancorensis Coop. Ens.

Crazy Cocas

I.P.S. Bairrada, Aveiro

Foguete

I.P.S. Bairrada, Aveiro

Tsunami

Ancorensis Coop. Ens.

Monster Spear

Ancorensis Coop. Ens.

 

Seniores (secundário e profissional)

Himalaya Shoes

Escola Prof. Felgueiras

Felnautica

Escola Prof. Felgueiras

CEFuture

Escola Prof. Felgueiras

CEFWave

Escola Prof. Felgueiras

 

Outras Regatas Solares serão realizadas em 2008, e com certeza, teremos mais equipas a aderirem a esta forma de brincar com a ciência e a tecnologia, pois é a brincar que a gente aprende a sério.

Professor Rui Costa

 

 

 

Ralis e Regatas Solares no Programa ABCiência na RTP1

 

 

 

 

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